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A história por trás do parto cesárea: líquido amniótico baixo

Chegamos ao final deste capítulo que deu início a minha jornada materna. E pode ter certeza...foi tão emocionante quanto uma "estourada de bolsa".

Como contei em meu último post, já estava meio "assim" com o parto normal, por causa do meu streptoco B positivo. Como expliquei, embora isto não seja motivo pra um parto cesárea, dada a experiência da minha mãe, que me deu à luz em menos de três horas, achei que com a Carol aconteceria o mesmo, e já não queria mais arriscar.

Mesmo assim, ainda não estava convencida e animada para a cesárea. Durante duas semanas, entre a 33 e a 35, comecei a pensar na possibilidade. Assisti a alguns PC, chorei pra caramba, mas enfim, comecei a pensr que o importante seria a Carol vir ao mundo bem.

Também me apeguei à algumas amogas que tiveram cesárea e que foram me tranquilizando aos poucos. Mas nem imaginava que a Carol estava tão perto de nascer...

Quando foi no dia 9 de abril, passei em uma consulta médica com minha doutora. Disse a ela que me sentia muito cansada. Junto ao meu cansaço, ela percebeu que meu líquido estava diminuindo muito e me recomendou muito repouso e muuuuita água.

Além disso, marcou minha consulta para a semana seguinte, para monitorar o líquido.

No dia 14, fui então a um hospital para fazer uma nova ultrassonografia, pois marcar um exame com uma semana de antecedência nestes convênios da vida é quase impossível. Passei como emergência, embora estivesse me sentindo normal.

E qual não foi o tamanho do meu susto quando o hospital não quis me liberar. Disse que teria que ligar para a minha médica porque a quantidade de líquudo estava quase no lomite inferior, e por precaução, queriam ouvir o que ela recomendava.

Mas eles não a encontraram, e como eu disse que teria consulta dia 16/08, eles me liberaram, pois falaram que daria pra esperar até lá. Mas imaginem...já fui pra casa com a pulga atrás da orelha.

No dia 16/08, estou eu, deitada na maca, vendo a doutora me examinar com o ultra dela. Antes, ela já tinha visto meu exame, pertou minha barriga pra lá e pra cá, e simplesmente solta:

Pois é. Acho melhor não esperar. Seu líquido abaixou mesmo com o repouso e mesmo você falando que bebeu muita água. Bom, você interna na quinta para fazermos a cesárea.

Socorro! Foi ali, naquele momento, que minha bolsa psicológica estourou. Comecei a chorar, com medo da prematuridade dela. Mas não tinha jeito. Tinha que aceitar. A cesárea passou de possibilidade, para única alternativa.

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