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Pais: deixem seus filhos assistirem televisão!

Parece loucura esta minha afirmação, né? Afinal, hoje em dia, o “Guia dos Pais Politicamente Corretos” 🙄🙄🙄 diz que televisão não presta e blá blá blá. Mas esta semana, tive a certeza de que nossos filhos precisam assistir televisão. Vou contar porquê.


Carol e Gui assistem Netflix, a oitava maravilha do Mundo Moderno: livre de propagandas, ele acaba sendo o queridinho de todos nós. 


O Youtube, também, embora não nos deixe tão tranquilos, uma vez que aparece cada porcaria que temos que a todo momento, dar uma espiada. Embora ele tenha propaganda, basta esperar os eternos cinco segundos, e pronto! Estamos livres!!!


Sempre recorri aos vídeos quando eles queriam assistir algo. Meu DVD quebrou e nunca mais comprei. É tão legal quando eles pedem um desenho e eu, em dois segundos, atendo o pedido deles...a paz reina...amém.


Mas durante o dia, passei a ligar a TV. Geralmente coloco na TV Escola, na Cultura ou no SBT. Estas duas últimas têm competido com desenhos que antes só passavam na TV a cabo: Patrulha Canina, Peppa, Dora, etc. Quem é mãe ou pai sabe do que estou falando: estes desenhos, além de serem umas gracinhas, desenvolvem várias habilidades. Mas voltando ao assunto. Ora...todo mundo sabe que estes desenhos também estão no Netflix e no Youtube. Então por que ligar a televisão?


Porque na televisão existe a espera. As coisas não acontecem na hora que a criança quer. Elas precisam esperar. Esperar o comercial. Esperar a vez do desenho. E quando ele chega, não interessa que já tenham assistido um milhão de vezes na internet. A espera e a surpresa são elementos maravilhosos que o ser humano vivencia.


Além disto, pode vir o papa do anti-consumismo falar sobre propagandas infantis na TV. Eu jamais serei contra elas pelo simples motivo: precisamos ensinar as crianças que elas não terão tudo na vida.


Quando passa alguma coisa que a Carol se interessa, converso com ela, mostro que nem tudo que passa, precisamos e podemos comprar, enfim. É uma oportunidade para o diálogo. 


Sei que nossos filhos são de outra geração. Nem quero que sejam iguais a mim. Mas algumas coisas nunca mudam. As crianças precisam aprender que passarão vontade. Mas acima de tudo, que as vontades passarão e elas sobreviverão.


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