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Sobre criar alguém com o poder de se amar

Hoje foi mais um dia que aprendi com a Carol o poder de se amar...

Tenho muitas meninas no Face, alunas, filhas de amigas, amigas...e a estas eu digo:

Não sejam Dayane. Sejam Carol.

Demorei muito, muito mesmo pra gostar de mim. Precisei de trinta anos pra descobrir que sou o que sou, e que não há bem mais valioso do que gostar de si.

E gostar de si mesma inclui fazer o que gosta, saber dizer sim e também dizer não. Deixar claro o que te faz bem e o que te desagrada. Conhecer seus limites. Tentar o novo, independente do que achem. Usar batom vermelho, se quiser. Pintar a unha de preto, se quiser. 

Escolher a roupa que te cai bem, independente do que esquadrões da Moda te digam.

Gostar de si é ter pessoas que te acrescentem. Que te ajudem a ser a melhor versão de si mesma. E saber se afastar daquelas que te colocam pra baixo e só estão com você por comodismo ou conveniência.

É saber que em momentos você vai querer ser princesa ou rainha. Em outros momentos, você será a super-heroína, ou até mesmo a bruxa má.

Cabelos dizem muito sobre a gente. Houve um tempo, na minha adolescência, que eu desejei ter o cabelo liso. Depois, quis a todo custo transformá-lo em cacheado. Até que descobri que eles não eram nem uma coisa, nem outra. 

Hoje, depois do lembrete da minha filha, de apenas três anos, percebi que demorei muito pra me amar, gostar de mim, não me importar com meu corpo e aceitar as mudanças que vieram, e virão.

Ainda bem que percebi. E percebi também que de alguma forma, eu estou criando alguém bem mais empoderada que eu. Amar quem eu sou, é demais. Participar do processo para que o outro se ame, é divino!!!

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